terça-feira, 19 de julho de 2011

Anedota.

Aprendi uma nova piada, a vocês vou contar.
Toc-Toc! Quem é?
Ninguém! Ninguém quem?
Ninguém nunca vem me visitar.

Anedota.

Nunca soube contar anedotas,
Nunca fui engraçado.

Sempre quis ser cómico,
Fazer você sorrir.

Eu seria cómico,
Se utilizasse da auto depreciação?

Talvez devesse rir de mim mesmo e de meus defeitos,
Fazer piadas sobre minhas decepções.

Eu a animaria, seria cómico,
Se não fosse irremediavelmente trágico.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O bobo da corte.

Era uma vez um bobo da corte que vivia a entreter o rei e toda a realeza de sua nação. Ele era adorado em seu pequeno país, fazia com que todos sorrissem e rissem sem parar. Vivia causando uma constante alegria e uma vida de felicidade no reino.
Com o tempo sua fama foi aumentando, pessoas vinham de todo o mundo ver o tal bufão, apenas para dar boas risadas às suas custas. O bobo da corte fazia rir quem apenas chorava, resolvia problemas e acabava com guerras.
Foi depois dessa imensa fama que ele obtivera que veio um convite do rei do maior império do mundo para que o bobo fosse trabalhar em seu império. Todos da pátria do bobo ficaram orgulhosos, incentivaram-no para que ele fosse aproveitar tal glória mas ele recusou, queria apenas ficar em sua casa, queria sorrir novamente, pois desde que se tornara bobo da corte nunca mais conseguira resolver seus próprios problemas muito menos ser feliz mais uma vez.

O bobo da corte.

Há muito tempo existiu um rapaz brincalhão que adorava brincar de rir. Fazia piada com todos ao seu redor, que também se divertiam sem ligar quando eram o foco das brincadeiras, afinal ele também fazia consigo mesmo e todos levavam com bom humor.
Se perguntassem uma característica dele, diriam que ele era engraçado, e é isso que era. Era um gênio, todos gostavam dele, todos riam com ele, chegavam até a admirá-lo.
O tempo passou e sua fama cresceu, era tão engraçado, tão bem humorado, tão divertido. Claro que em alguns momentos ele ficava triste; preocupado; desanimado, ele era humano, afinal, mas encarava descontraidamente.

Até que um dia o rei o chamou ao castelo.
- Meu jovem, ouvi dizer que és o mais engraçado de todos, é verdade?
- Olha, Seu Rei, eu até podia fazer uma piada sobre isso pra provar que sou, mas a piada aqui é eu manter a seriedade e não chocar ninguém fazendo uma anedota diante de vossa majestade. A reviravolta é não ter reviravolta, sabe?
- Hahaha, você é bom, garoto. Doravante será o bobo da corte do reino, e ganhará a vida fazendo os outros rirem, que achas!?
O bobo da corte não respondeu, apenas abriu um grande e belo sorriso. O primeiro sorriso falso que já dera, que marcava o fim dos verdadeiros.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Menino-poeta.

Mas na verdade eu ainda sou menino.
Só quero brincar, me divertir.
Não quero trabalho e compromisso.

E por outro lado, quando penso em você.
Quando penso e sinto, é só o que quero.
Seu amor, eternamente.
Essa chama ardente, que aquece meu peito.

De um lado a diversão inconsequente,
do outro o coração carente.

Eu sou um pouco dos dois,
por você e por mim.
Não há uma escolha correta
sou mais um menino-poeta.

Menino-poeta.

Em um citadino ónibus,
Uma garota adentrou.
Era alta, tinha cabelos loiros,
Belos olhos e um sorriso sem cor
Vestia um suéter verde,
E tinha beleza que às outras excede.

Ao adentrar, um garoto ela avistou.
De camisa negra, cabelo desgrenhado,
Sorriso murcho e olhar desinteressado.
Ele também a notou,
Sentiu algo diferente até ela desembarcar.
Depois retornou à sua vida, esqueceu-a sem hesitar.

Partiram, cada um em sua direcção,
Ele nunca mais viu aquela moça que tocou seu coração.
E ela nunca saberá o quanto ele a amou
Que ele era a personificação de seus sonhos,
Que ao chegar em casa sobre ela versejou,
Que ele era apenas um menino-poeta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Partida de Futebol.

Me parecia uma coisa qualquer, só um entretenimento para as pessoas, sem nada de especial ou profundo. Eu, que sou tão acostumado à arte, à literatura e à música, não via nada de especial ou tocante naquilo.
Era um bando de homens crescidos agindo como crianças, basicamente isso. Um bando de homens correndo atrás daquela esfera e tentando empurrá-la dentro de uma das metas, e um outro bando gritando para que o primeiro bando desempenhasse bem sua função.
Mas não era exactamente isso, embora o primeiro bando ganhasse milhões para fazer aquela função quase troglodita, havia um sentimento envolvido em todo esse processo. O segundo bando amava isso, alguns de maneira irracional e exacerbada, mas amavam. E, mais do que isso, o processo também promovia o bem. Ao conhecer mais o assunto pude ver que não era apenas uma coisa qualquer, era muito mais do que isso. Fiquei sabendo que havia gente que morria por aquilo, não apenas no sentido figurado, um integrante do primeiro bando que fora assassinado devido a um erro que cometera em sua função. Soube também que havia gente que vivia apenas por aquilo, uma equipe pertencente ao primeiro grupo que, mesmo em meio a uma guerra, usou deste suporte para mostrar no que ainda acreditava.
Podia até parecer coisa pouca, uma mera partida de futebol, mas ia além.